No dia 17 de Janeiro de 1990, no pequeno Teatro Cândido Mendes, estreava uma das maiores obras dos palcos brasileiros, A Partilha, o primeiro grande texto de Miguel, vista por mais de um milhão de pessoas, em pouco mais de cinco anos em cartaz, com Arlete Salles, Natália do Valle, Susana Vieira e Thereza Piffer no elenco original.
Simples, bem-humorada e comovente, a peça conta à história de quatro irmãs que se reencontram durante o enterro da mãe, para fazer um levantamento dos bens da família e rediscutir suas próprias vidas. As divergências são inevitáveis, pois elas seguiram caminhos muito diferentes: Selma (Natália do Vale), conservadora, é casada com um militar e leva uma vida disciplinada, sem grandes acontecimentos; Regina (Susana Vieira), é liberada, esotérica e tem uma visão "alto astral" da vida; Lúcia (Arlete Salles) abandonou um casamento convencional e o filho para viver um grande amor em Paris; e Laura (Thereza Piffer), revela-se uma intelectual ajuizada e surpreende as irmãs com suas opções. Durante o encontro, elas discutem e brigam, mas, ao mesmo tempo, relembram os bons tempos passados e descobrem muitas novidades sobre elas mesmas.Vivem intensamente suas afinidades, seus problemas e suas diferenças.
O conceito da peça foi elaborado por Falabella em 1987, depois de uma sugestão de Natália, nos bastidores da novela “O Outro”, de Aguinaldo Silva, que também tinha Arlete Salles no elenco. Muitos foram os prêmios alcançados pela peça, dentre eles o Prêmio Molière de Melhor Autor a Miguel, que também foi responsável pela direção.
Um sucesso inquestionável, a peça foi montada em cerca de doze países, como Portugal, e, em 2000, ganhou uma continuação, de nome “A Vida Passa”, com o mesmo elenco da montagem original. No mesmo ano, o diretor Daniel Filho, que adquiriu os direitos da obra para o cinema, iniciou as filmagens do filme, lançado no primeiro semestre do ano seguinte, com um título homônimo a peça.
Macksen Luiz, crítico teatral, avaliou positivamente a peça, dizendo que “Falabella contou com simplicidade uma história que mexe com a memória afetiva do espectador, utilizando-se do riso como uma arma infalível para desmascarar o triste, mas belo, sentimento humano de perseguir a felicidade". Miguel, em várias entrevistas, definiu a peça como “um marco” e também como sua “melhor direção”.
Texto: Para Sempre Miguel Falabella
Fonte de Pesquisa: Itaú Cultural / Wikipédia
Abraços!






Um comentário:
Que bom que eu tive o privilégio de assistir a essa peça.É divertida e emocionante na medida certa e todas as atrizes estavam maravilhosas.Bem que merecia uma remontagem.
Postar um comentário